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Adhemar Guzmán Ballivián assumiu como Secretário-Geral da ALADI

O novo Secretário-Geral iniciou, em 22 de setembro, suas funções para o período 2026-2029, durante uma Sessão Extraordinária do Comitê de Representantes da ALADI.

Adhemar Guzmán Ballivián assumiu, em 22 de setembro, como Secretário-Geral da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) para o período 2026-2029.

Sua posse ocorreu durante a Sessão Extraordinária Nº 1387 do Comitê de Representantes, realizada na sede da Associação, em Montevidéu, e presidida pelo Representante Permanente do Paraguai junto à ALADI, Embaixador Didier Olmedo.

Guzmán Ballivián foi designado por consenso pelos treze países-membros durante a XX Reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da ALADI, realizada no último dia 2 de setembro.

Uma nova etapa para a Secretaria-Geral

Em nome do Comitê de Representantes, o Embaixador Olmedo deu as boas-vindas ao novo Secretário-Geral e destacou os desafios apresentados pelo atual cenário econômico e comercial internacional.

Além disso, apontou entre as prioridades da Associação o fortalecimento da cooperação entre os países-membros, o impulso ao comércio intrarregional, a modernização e a facilitação dos processos comerciais, a convergência regulatória e o melhor aproveitamento da rede de acordos da ALADI.

Também fez referência à incorporação de ferramentas digitais, ao fortalecimento dos sistemas de informação e estatísticas, à promoção das cadeias regionais de valor e à geração de novas oportunidades para as empresas e os setores produtivos, com especial atenção às PMEs.

Durante a sessão, os Representantes dos países-membros também deram as boas-vindas ao novo Secretário-Geral e manifestaram sua disposição para trabalhar em conjunto nesta nova etapa, com o objetivo compartilhado de continuar fortalecendo a ALADI e avançar diante dos desafios da integração regional.

Compromisso com a integração regional

Durante sua intervenção, Guzmán Ballivián reafirmou sua vocação integracionista e seu compromisso com os objetivos da Associação, no âmbito do Tratado de Montevidéu 1980 e das resoluções adotadas por seus órgãos políticos.

O novo Secretário-Geral destacou que o trabalho da Secretaria-Geral será desenvolvido por meio do diálogo e da busca de consensos com as Representações de todos os países-membros. Entre as prioridades, destacou o cumprimento das diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Ministros para a ação futura da Associação e a apresentação de propostas ao Comitê de Representantes para avançar em sua implementação.

Ao finalizar sua intervenção, Guzmán Ballivián convocou todos a iniciar esta nova etapa com uma orientação concreta para o trabalho: “O tempo urge diante das prioridades da agenda da ALADI. Mãos à obra; começaremos a trabalhar imediatamente”.

A ALADI reconheceu a gestão de Sergio Abreu à frente da Secretaria-Geral

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) realizou, em 16 de setembro, uma Sessão Extraordinária do Comitê de Representantes para reconhecer a gestão do Secretário-Geral, Sergio Abreu, que conclui seu segundo mandato à frente da Associação.

O encontro contou com a participação do Presidente da República Oriental do Uruguai, Yamandú Orsi, da Ministra Interina das Relações Exteriores, Valeria Csukasi, de ex-presidentes, ministros, representantes dos países-membros e observadores, além de autoridades e funcionários da ALADI.

Uma agenda de negociação mais ativa

Durante seus dois mandatos, entre 2020 e 2026, Sergio Abreu promoveu uma reativação da agenda de negociação, fortalecendo a ALADI como foro regional de negociação. Foram promovidos novos espaços de trabalho e retomados processos que estavam paralisados ou avançavam com dificuldades, criando as condições técnicas para avançar rumo a resultados concretos.

Novos temas e resultados concretos

Nesse período, a agenda da Associação esteve baseada em áreas como a convergência regulatória, a economia digital, os serviços baseados em conhecimento, os investimentos e a facilitação do comércio.

Entre os principais resultados está o Acordo de Alcance Parcial para a Eliminação de Obstáculos Técnicos ao Comércio de Produtos Cosméticos, cuja negociação técnica foi concluída durante essa gestão e que foi assinado por oito países-membros. Também foram desenvolvidos novos instrumentos relacionados à certificação digital, à facilitação do comércio e ao transporte regional. Alguns desses processos produziram resultados concretos, enquanto outros deixaram bases técnicas para futuras decisões dos países-membros.

Uma ALADI mais próxima do setor produtivo

Outro eixo da gestão foi aproximar os instrumentos da integração do setor produtivo, com especial atenção às micro, pequenas e médias empresas. A plataforma PMEs Latinas Ótimos Negócios, as iniciativas de Conexão Empresarial, Acesso a Mercados, o Assistente de Classificação de Produtos e as atividades de promoção comercial contribuíram para ampliar o acesso a informações, capacitação e oportunidades de comércio regional.

Essa orientação foi complementada por ferramentas digitais e ações de facilitação do comércio, com o objetivo de reduzir obstáculos, simplificar procedimentos e facilitar um maior aproveitamento dos instrumentos da Associação.

Reconhecimento e continuidade

Durante a sessão, os Representantes e Subsecretários da Secretaria-Geral destacaram o compromisso de Sergio Abreu com a ALADI, sua permanente disposição para o diálogo e sua contribuição para o fortalecimento da Associação como espaço institucional para a construção de consensos entre seus treze países-membros.

Ao concluir sua gestão, a Secretaria-Geral deixa uma agenda de negociação mais ativa, novos temas incorporados ao trabalho da Associação, ferramentas desenvolvidas e processos em andamento.

“Concluo minha gestão como Secretário-Geral com a convicção de que a integração é um mandato que continua vivo, mais urgente do que nunca; que sua concretização não é fácil, e não será; que a vontade política destes tempos precisa de uma mão estendida, em vez de um punho cerrado; e que, nesses processos e nas relações institucionais e de poder, sejam intercambiados mais objetivos do que adjetivos.

Concluo minha gestão, mas não abandono a causa. O segredo da vida não é fazer o que se quer, mas querer aquilo que se faz”.

Em 22 de setembro, assumirá como Secretário-Geral da ALADI Adhemar Guzmán Ballivián, ex-ministro boliviano de Desenvolvimento Produtivo e Economia Plural, designado por consenso pelo Conselho de Ministros das Relações Exteriores para o período 2026–2029.

ALADI e OLACDE promoverão capacitação e intercâmbio de conhecimentos sobre integração energética e comércio

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e a Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE) assinaram um Memorando de Entendimento Específico de Cooperação para a Promoção do Intercâmbio de Conhecimentos em Integração Energética e Comércio, destinado a aprofundar a cooperação entre as duas entidades e desenvolver projetos concretos nessas áreas.

O instrumento foi assinado em 16 de setembro de 2026 pelo Secretário-Geral da ALADI, Sergio Abreu, e pelo Secretário Executivo da OLACDE, Andrés Rebolledo. A iniciativa permitirá articular as capacidades de ambas as organizações por meio de atividades de capacitação, eventos, oficinas e estudos, dirigidos a funcionários, especialistas e outros atores vinculados à integração energética e ao comércio.

Da cooperação institucional às ações concretas

O novo instrumento é celebrado no âmbito do Memorando de Entendimento de Cooperação Interinstitucional firmado entre a ALADI e a OLACDE em 2021 e dá continuidade aos vínculos existentes entre as instituições desde o Acordo Básico de Cooperação de 1982.

Com base nesse marco, as Partes acordaram avançar em ações voltadas ao intercâmbio de conhecimentos e experiências em integração energética e comércio, bem como ao fortalecimento de capacidades nessas áreas.

Capacitação e intercâmbio de experiências sobre integração energética

Um dos principais eixos da parceria será o desenvolvimento e a promoção conjunta de atividades de formação dirigidas a funcionários, especialistas e outros atores vinculados à integração energética e ao comércio.

Além disso, o Memorando prevê a realização de eventos, oficinas e estudos, com o objetivo de contribuir para o fortalecimento de capacidades e gerar insumos que favoreçam o comércio intrarregional.

Essas ações permitirão criar espaços de diálogo sobre os desafios e as oportunidades associados à integração energética regional e sua relação com o comércio.

Cooperação para fortalecer a integração regional

A cooperação entre a ALADI e a OLACDE parte de uma visão compartilhada sobre a importância de articular conhecimentos, capacidades e experiências institucionais para contribuir para o avanço da integração regional.

Nesse marco, o novo instrumento permitirá aprofundar os vínculos entre as duas organizações e gerar novas oportunidades de trabalho conjunto, aproveitando as capacidades e os recursos disponíveis em cada instituição para desenvolver atividades relacionadas à integração energética e ao comércio.

Assim, o trabalho conjunto entre as instituições abre novos caminhos para fortalecer a integração energética e ampliar as oportunidades de comércio entre os países da região.

CAF impulsiona o diálogo regional sobre o futuro da Hidrovia Paraguai-Paraná

Comunicado conjunto da CAF, o Ministério de Transporte e Obras Públicas do Uruguai e a ALADI, no âmbito da Jornada Internacional “A Hidrovia Paraguai-Paraná 2026-2040”, organizada pela CAF com o apoio institucional da ALADI.

Com o objetivo de promover a integração logística e comercial e impulsionar a competitividade, a CAF — Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe — organizou em Montevidéu sua Jornada Internacional “A Hidrovia Paraguai-Paraná 2026-2040”. O evento teve como objetivo promover o diálogo e construir consensos em torno dos principais desafios e oportunidades que essa hidrovia oferece à região.

O evento buscou destacar o caráter estratégico e logístico da Hidrovia para o desenvolvimento econômico da América do Sul, visto que conecta a Argentina, a Bolívia, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai, permitindo que a região se torne mais competitiva. Mais de três décadas após a assinatura do Acordo de Santa Cruz de la Sierra, a via navegável enfrenta desafios em matéria de infraestrutura, financiamento e, principalmente, coordenação entre os países envolvidos.

O espaço de debate contou com a presença de autoridades governamentais, representantes de organismos internacionais e do setor privado, operadores logísticos e usuários da hidrovia e do banco. Durante o encontro, foram abordados temas como o desenvolvimento do transporte de cargas, a integração, a competitividade logística, o investimento e o financiamento do transporte hidroviário, bem como sua sustentabilidade a longo prazo.

Uma agenda regional com visão de longo prazo

O evento inscreveu-se no âmbito do Fórum Fluvial Sul-Americano, a plataforma permanente de reflexão, debate e geração de propostas para o desenvolvimento do transporte fluvial sul-americano que a CAF impulsiona em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Regional (IDR). Sua primeira edição teve lugar em agosto de 2024, no mesmo auditório de Montevidéu que sediou este evento, e deu origem à Carta de Montevidéu, um documento de consenso técnico e político com diretrizes estratégicas para o planejamento e a gestão sustentável das hidrovias sul-americanas. Em 2025, o encontro de Assunção avançou dos princípios para um roteiro com metas verificáveis por meio da Carta de Assunção e reuniu, pela primeira vez em um mesmo âmbito, os processos de dragagem e licitação dos trechos brasileiro, paraguaio e argentino, que abrangem mais de 2.000 quilômetros da via navegável. A Jornada Internacional “A Hidrovia Paraguai-Paraná 2026-2040” constitui o terceiro elo desse processo.

Integração, logística e competitividade

Durante a apresentação do fórum, Jorge Srur, Gerente Regional Cone Sul da CAF, lembrou que a instituição nasceu com um DNA de integração e destacou a importância desse encontro para conectar atores institucionais que também “fizeram da integração latino-americana um emblema de sua agenda” com as empresas e os operadores que movimentam a carga diariamente.

“A integração é algo que se faz antes de se declarar. Hoje, apenas 15% do comércio sul-americano é intrarregional, diante de 40% da União Europeia, e essa lacuna é preenchida pela logística: conectando, comercializando e coproduzindo. Para os próximos cinco anos, a CAF planejou um investimento de US$ 10 bilhões em projetos de integração regional pragmática, que apresentam resultados e metas verificáveis. Mas nenhum banco de desenvolvimento leva adiante uma hidrovia sozinho: a competitividade desse corredor é definida pela articulação entre o setor público, que estabelece as regras e garante as condições de navegação, e o setor privado, que investe, opera e assume o risco. Hoje também pretendemos passar do discurso à ação, e este fórum é uma oportunidade para continuar identificando projetos concretos que esperamos poder acompanhar e financiar”, declarou Srur.

O desafio de uma logística multimodal

Por sua vez, Claudia Peris, Subsecretária do Ministério dos Transportes e Obras Públicas, também destacou a importância de trabalhar de forma interinstitucional e com uma visão multifocal.

“Há duas décadas, nossas rotas tinham 8 milhões de toneladas por ano; hoje, são 40 milhões. O volume se multiplicou por cinco em apenas 20 anos. Além da boa notícia de que a produção aumentou e, portanto, a economia, isso nos coloca diante de um desafio ainda maior: fazer com que essa multimodalidade funcione. Essa hidrovia, que conecta o interior do continente ao Oceano Atlântico, nos coloca na porta de entrada e saída. Portanto, temos também uma dupla responsabilidade. Buscamos que isso seja cada vez mais eficiente e que combine todos os meios de transporte — ferroviário, fluvial, marítimo e rodoviário —, de modo que todos eles tornem mais eficiente o transporte de mercadorias e da produção, pois isso repercute em cada localidade e em cada emprego que geramos. É isso que queremos para nossos povos”, afirmou.

O apoio institucional da ALADI

A Jornada Internacional foi convocada pela CAF, com a coordenação do Fórum Fluvial Sul-Americano e o apoio institucional da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). O órgão, criado pelo Tratado de Montevidéu 1980, promove a integração econômica regional a fim de avançar para o estabelecimento gradual de um mercado comum latino-americano e desenvolve ações em matéria de facilitação do comércio, integração física, logística e transporte internacional. É, ainda, depositária do Acordo de Transporte Fluvial pela Hidrovia Paraguai-Paraná, entre o Porto de Cáceres e o Porto de Nova Palmira, o instrumento jurídico que sustenta o corredor.

A visão da ALADI sobre a Hidrovia

Sergio Abreu, Secretário-Geral da ALADI, destacou que “temos que desenvolver um pensamento estratégico baseado na competitividade, além da produtividade. O futuro pertencerá aos mares, ao transporte marítimo. A hidrovia hoje não é apenas um elemento de competitividade, mas também um elemento de integração social. Se não houver investimento, não há comércio; se não houver comércio, não há emprego; se não houver emprego, não há paz social”.

Nesse sentido, destacou a importância da CAF no financiamento de projetos estratégicos que são o centro da competitividade da região.

Previsibilidade, coordenação e visão de longo prazo

O encerramento do encontro ficou a cargo de Janet Rea, representante da CAF no Uruguai, que mencionou que “o evento deixou uma mensagem muito clara de que precisamos de previsibilidade, eficiência, melhores condições de navegação, coordenação entre os países, infraestrutura adequada, regras claras e uma visão de longo prazo. Para a CAF, essa agenda é prioritária, e queremos ajudá-los com financiamento, conhecimento técnico e capacidade de articulação, contribuindo para transformar todas essas necessidades em projetos concretos, sustentáveis e financiáveis”.

Acrescentou que, na CAF do Uruguai, “continuaremos trabalhando para ser o lar e a ponte de todas essas iniciativas. Lar para manter aberto o diálogo e ponte entre os governos, o setor privado, organismos regionais e atores financeiros, porque integrar nossa região significa transformar nossas fronteiras em conexões, nossos rios em corredores de desenvolvimento e nossos projetos nacionais em oportunidades compartilhadas”.

Uma agenda de trabalho conjunto para a região

Essa atividade se soma a outras iniciativas promovidas pela CAF para fomentar o desenvolvimento econômico, social e sustentável dos países da América Latina e do Caribe por meio do trabalho conjunto entre a organização e as nações da região.

É apresentado ao Conselho de Ministros da ALADI o Acordo para facilitar o comércio regional de cosméticos

Assinado por oito países-membros, o instrumento visa eliminar barreiras técnicas ao comércio, harmonizar regulamentações e fortalecer as cadeias regionais de valor, com impacto especial nas micro, pequenas e médias empresas.

No âmbito da XX Reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da ALADI, realizada em 2 de setembro em Montevidéu, foi apresentado formalmente o Acordo de Alcance Parcial para a Eliminação de Barreiras Técnicas ao Comércio de Produtos Cosméticos.

O instrumento foi assinado pela Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai, e permanece aberto à adesão dos demais países-membros da Associação.

Representantes Permanentes ante la ALADI de los países miembros que suscribieron el Acuerdo de Cosméticos.

Processo de negociação e convergência regulatória

Impulsionada inicialmente pelo Chile em junho de 2022, a negociação concluiu sua etapa técnica e jurídica em janeiro de 2026, após 18 reuniões de trabalho. O processo evidencia o papel da ALADI como plataforma eficaz para a convergência regulatória entre países com diversos marcos normativos.

Impacto econômico e benefícios para as MPMEs

O setor cosmético constitui um mercado intrarregional de alto impacto, estimado pela Câmara da Indústria Cosmética da América Latina (CASIC) em aproximadamente 71 bilhões de dólares para 2025. O Acordo aborda esse cenário mediante a harmonização de definições técnicas, a adoção de normas internacionais e a redução de encargos administrativos.

Durante a apresentação do documento, a Embaixadora Luz Ebensperger Orrego, Representante Permanente do Chile junto à ALADI, destacou o alcance estratégico do consenso alcançado:

“Este Acordo é uma prova concreta de que, quando os países-membros trabalham em torno de um objetivo comum, obtêm-se resultados tangíveis. No nível técnico, permitirá a harmonização de regulamentos, o reconhecimento de padrões e a redução de encargos administrativos, fortalecendo o comércio intrarregional e as cadeias regionais de valor, particularmente em benefício das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).”

Próximos passos para a entrada em vigor

O instrumento contribuirá para consolidar a facilitação do comércio e a integração produtiva na região, em consonância com as orientações estratégicas definidas pelo Conselho de Ministros para as ações futuras da ALADI.

Para sua entrada em vigor, os países signatários deverão concluir seus respectivos procedimentos internos de incorporação. Por se tratar de um Acordo de Alcance Parcial, o texto permanece aberto à adesão dos demais países-membros da Associação.

A integração que a América Latina já possui

Artigo de Héctor Francisco Huanca Gutiérrez, Ministro das Relações Exteriores do Estado Plurinacional da Bolívia, sobre os desafios e as oportunidades da integração latino-americana e o papel da ALADI diante do atual contexto internacional.


Montevidéu ocupa um lugar singular na história da integração latino-americana. Lá, há mais de quatro décadas, nossos países estabeleceram uma arquitetura que teve a inteligência de reconhecer algo que continua sendo válido: a América Latina compartilha interesses e aspirações, mas está composta por economias de diferentes dimensões, estruturas produtivas e níveis de desenvolvimento.

No dia 2 de setembro, reuniram-se novamente nessa cidade os representantes dos treze países-membros da Associação Latino-Americana de Integração, por ocasião da Vigésima Reunião de seu Conselho de Ministros das Relações Exteriores. Adotamos decisões institucionais importantes, acordamos orientações para o trabalho futuro da Associação e designamos, por consenso, o boliviano Adhemar Guzmán Ballivián como próximo Secretário-Geral da ALADI.

A reunião merece uma leitura que vá além dessas decisões.

O contexto internacional em que nossa região opera hoje é muito diferente daquele de alguns anos atrás. As cadeias de suprimentos estão se reorganizando, as considerações geopolíticas têm uma incidência crescente sobre as decisões econômicas e comerciais, surgem novas exigências tecnológicas e ambientais e aumenta a concorrência por mercados, investimentos e capacidades produtivas.

Diante dessa realidade, a América Latina não precisa recomeçar a discussão sobre a integração. Já dispomos de instituições, acordos, experiência em negociações e um importante patrimônio jurídico. O que precisamos é utilizar melhor o que construímos.

É aí que vejo um dos principais pontos fortes da ALADI.

O Tratado de Montevidéu 1980 não concebeu uma estrutura uniforme nem obrigou todos os seus membros a avançarem da mesma maneira e no mesmo ritmo. Optou pelo pluralismo, pela convergência, pela flexibilidade, por tratamentos diferenciados e pela multiplicidade de instrumentos. Essa concepção permitiu que, ao longo dos anos, países com orientações econômicas diferentes pudessem continuar se reunindo dentro de uma mesma estrutura institucional.

Essa flexibilidade não é uma fraqueza. No cenário atual pode ser uma das maiores vantagens da Associação.

O trabalho que temos pela frente consiste em aproximar esse patrimônio de normas às necessidades econômicas desta época. As preferências comerciais são importantes, mas seu aproveitamento depende também de procedimentos alfandegários mais ágeis, documentos interoperáveis, regras compreensíveis, custos logísticos menores e melhores condições para que empresas de diferentes tamanhos possam operar no mercado regional.

A digitalização, nesse sentido, não deve ser vista como uma questão administrativa. Uma pequena empresa que consiga comprovar digitalmente a origem de seu produto, concluir procedimentos sem deslocamentos desnecessários ou conhecer com clareza os requisitos para acessar outro mercado tem maiores chances de se internacionalizar. São mudanças técnicas, certamente, mas suas consequências são econômicas.

Algo semelhante acontece com a convergência regulatória. Durante a reunião de Montevidéu, foi apresentado o Acordo de Alcance Parcial para a Eliminação de Barreiras Técnicas ao Comércio de Produtos Cosméticos, negociado entre dez países-membros. Sua importância não se limita apenas ao setor ao qual se aplica. É um exemplo de como países com regulamentações diferentes podem encontrar soluções comuns para reduzir barreiras técnicas que afetam o intercâmbio comercial.

Há, ainda, um princípio que a ALADI deve preservar. As economias latino-americanas não partem das mesmas condições e, portanto, a integração requer instrumentos que reconheçam essas diferenças. A Bolívia conhece essa realidade por sua condição de País de Menor Desenvolvimento Econômico Relativo na Associação.

O tratamento diferenciado não deve ser entendido simplesmente como uma exceção concedida a determinados países. Quando bem utilizado, constitui um mecanismo para ampliar sua capacidade de participar do mercado regional, desenvolver oferta exportável e reduzir as brechas que, de outra forma, acabam limitando as possibilidades de integração.

Uma região integrada exclusivamente entre aqueles que já possuem maiores capacidades produtivas reproduziria suas assimetrias. O desafio é fazer com que cada vez mais empresas e setores possam aproveitar as possibilidades que o nosso próprio espaço econômico oferece.

A Bolívia também deseja contribuir a partir de outra de suas características.

Estamos situados no centro da América do Sul. Por muito tempo, descrevemos essa condição como um fato geográfico. Creio que devemos começar a entendê-la também como uma responsabilidade e uma possibilidade econômica.

Nossa localização pode ajudar a articular corredores, sistemas logísticos e mercados; pode aproximar espaços econômicos que tradicionalmente mantiveram laços diferentes; e pode contribuir para uma melhor conexão entre o Atlântico e o Pacífico.

Para a Bolívia, portanto, a integração comercial e a conectividade física fazem parte de um mesmo debate. As preferências tarifárias perdem uma parte importante de seu valor quando o transporte de uma mercadoria se torna excessivamente caro ou quando atravessar uma fronteira exige tempos incompatíveis com as necessidades do comércio moderno.

A integração também precisa de território. Rodovias, ferrovias, portos, postos de fronteira, infraestrutura logística e sistemas digitais fazem parte da capacidade de nossos países de aproveitar os acordos que negociamos. Não cabe à ALADI substituir os órgãos encarregados de construir essa infraestrutura, mas ela pode contribuir para que o comércio, a logística e a conectividade sejam pensados de forma mais articulada.

A reunião de Montevidéu teve, ainda, um significado especial para a Bolívia.

O Conselho de Ministros designou, por consenso, Adhemar Guzmán Ballivián como Secretário-Geral da ALADI para o período 2026 – 2029. Seu mandato terá início no próximo dia 22 de setembro.

A Bolívia recebeu essa decisão com satisfação e, acima de tudo, com gratidão para com os países-membros.

Mas uma Secretaria-Geral multilateral não pertence ao país de nacionalidade de quem a dirige. Desde o momento da sua designação, sua obrigação é para com a instituição e para com todos os seus membros.

Por isso, salientei em Montevidéu algo que considero importante reiterar: sua origem é boliviana, mas a partir de hoje sua responsabilidade é latino-americana.

Esperamos da nova condução independência, equilíbrio, capacidade técnica e disposição permanente para escutar os treze países-membros. A melhor gestão possível será aquela que fortaleça a instituição e faça com que cada membro possa reconhecer nela um espaço útil para defender interesses, aproximar posições e construir acordos.

Também cabe reconhecer o trabalho do Secretário-Geral, Sergio Abreu, e daqueles que apoiaram a Associação ao longo desses anos. As instituições não começam novamente com cada mudança de autoridades. Elas se constroem acumulando experiência, corrigindo o que pode ser melhorado e preservando o que já demonstrou seu valor.

Esse mesmo princípio deve orientar a ALADI nos próximos anos.

A região não carece de mecanismos de integração. Provavelmente possui mais do que muitas vezes somos capazes de articular. O problema, portanto, não consiste necessariamente em criar novas estruturas, mas em fazer com que as existentes dialoguem melhor entre si e respondam com maior rapidez às necessidades de nossas economias.

A ALADI pode desempenhar um papel importante nesse sentido. Sua composição, sua flexibilidade e o acervo de acordos construído ao longo de mais de quatro décadas permitem que ela ofereça um ponto de encontro entre diferentes experiências de integração latino-americana.

Montevidéu deixou uma nova condução e uma agenda de trabalho. Agora cabe transformar ambas em uma oportunidade.

A ALADI conta com mais de quarenta anos de construção institucional. Sua próxima etapa dependerá, em grande medida, do quanto dessa experiência conseguiremos transferir do texto dos acordos para a atividade cotidiana de nossas economias.

Esse é um trabalho menos visível do que uma declaração solene, mas provavelmente seja hoje um dos mais necessários para a integração latino-americana.

Héctor Francisco Huanca Gutiérrez
Ministro das Relações Exteriores do Estado Plurinacional da Bolívia

Adhemar Guzmán Ballivián assumirá como Secretário-Geral da ALADI para o período 2026-2029

O ex-ministro boliviano foi designado por consenso pelo Conselho de Ministros das Relações Exteriores da ALADI. Durante a reunião, destacou seu compromisso com a integração regional e com o fortalecimento do papel da Associação como foro de negociação.

O Conselho de Ministros das Relações Exteriores da ALADI designou por consenso Adhemar Guzmán Ballivián como Secretário-Geral da Associação para o período 2026-2029, a partir de 22 de setembro de 2026, por meio da Resolução 91.

Guzmán Ballivián agradeceu aos Ministros pela confiança expressada e destacou que a designação representa uma grande honra e a oportunidade de participar dos desafios e das ações que estão a cargo da Associação.

Ao assumir sua designação, expressou seu compromisso de dedicar seus máximos esforços ao cumprimento das funções que cabem à Secretaria-Geral no âmbito do Tratado de Montevidéu de 1980.

“Estou convencido de que, embora o atual contexto internacional seja caracterizado pela fragmentação, instabilidade e incerteza, a ALADI, com seu potencial normativo e comercial, nos ajudará a transformar essas dificuldades em oportunidades e, assim, poderemos avançar rumo a uma integração mais profunda e promissora”.

Nesse sentido, Guzmán Ballivián apontou como um dos principais desafios de sua gestão fortalecer o papel da ALADI como foro de negociação, valorizar a integração latino-americana e dar maior visibilidade internacional ao processo de integração.

“Esses desafios nos convocam e nos comprometem a realizar os maiores esforços para fortalecer o papel da ALADI como foro de negociação, com força e vontade catalisadora, valorizar a integração latino-americana e dar maior visibilidade internacional ao nosso processo, para que a Associação ocupe um lugar de destaque no concerto internacional”.

Um perfil ligado ao comércio e ao desenvolvimento produtivo

Adhemar Guzmán Ballivián é formado em Administração de Empresas pela Universidad Católica Boliviana e possui Mestrado em Administração Pública pelo Centro de Investigación y Docencia Económicas (CIDE), do México.

No setor público, atuou como Ministro de Desenvolvimento Produtivo e Economia Plural da Bolívia (2020) e como Vice-Ministro de Comércio Interno (2019-2020) e de Exportações (1997-2002).

Também possui experiência no setor empresarial e exportador. Foi Vice-Presidente Executivo da Curtiembre Illimani S.A., empresa ligada à indústria e à exportação de couros, e exerceu a presidência da Cámara Nacional de Exportadores de Bolivia e da Cámara de Exportadores de La Paz. Também atuou como Diretor da Confederación de Empresarios Privados de Bolivia.

Foi consultor de entidades do setor público e de organismos internacionais, entre eles a Comunidad Andina de Naciones (CAN) e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI). Também desenvolveu atividades acadêmicas em instituições da Bolívia e do México.

Bolívia destacou o consenso alcançado

Ao apresentar a candidatura de Guzmán Ballivián ao Conselho de Ministros, o Ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Héctor Francisco Huanca Gutiérrez, expressou seu agradecimento aos países membros pela confiança depositada no novo Secretário-Geral.

O Chanceler boliviano destacou o consenso político e institucional alcançado e afirmou que, a partir de sua designação, Guzmán Ballivián assume uma responsabilidade perante o conjunto dos 13 países membros.

“Sua origem é boliviana, sua responsabilidade, a partir de hoje, é a América Latina. Confiamos que exercerá esta alta função com independência, equilíbrio, capacidade técnica e permanente disposição ao diálogo e à construção de consensos”.

Ao se referir ao processo de integração regional, Guzmán Ballivián também expressou seu reconhecimento ao Secretário-Geral cessante, Sergio Abreu, por seu compromisso e contribuição para a integração regional.

O Conselho de Ministros da ALADI designou Adhemar Guzmán Ballivián como Secretário-Geral e estabeleceu diretrizes para a ação futura da Associação

O Conselho de Ministros das Relações Exteriores da ALADI reafirmou o papel da Associação como plataforma-chave para o diálogo normativo e acordou novas diretrizes para impulsionar o comércio intrarregional, a facilitação de comércio e a integração regional.

O Conselho de Ministros das Relações Exteriores da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) realizou, neste dia 2 de setembro, em Montevidéu, sua Vigésima Reunião, com a participação dos chanceleres e representantes dos treze países-membros.

Novo Secretário-Geral da ALADI

Durante a reunião, o Conselho designou, por consenso, o economista e ex-ministro boliviano Adhemar Guzmán Ballivián como Secretário-Geral da ALADI para o período 2026-2029, a partir de 22 de setembro de 2026. A designação foi estabelecida por meio da Resolução 91. Guzmán Ballivián, de destacada trajetória nas áreas de comércio exterior e desenvolvimento produtivo, agradeceu a confiança manifestada pelo Conselho de Ministros e apresentou as principais ações que impulsionará durante seu período à frente da Secretaria-Geral.

Diretrizes para fortalecer a integração regional

O Conselho aprovou ainda a Resolução 90: “Papel da ALADI como fórum negociador e diretrizes para sua ação futura”, que estabelece orientações destinadas a fortalecer a contribuição da Associação para o processo de integração latino-americana.

Nesse contexto, a ALADI reafirma seu papel como espaço ativo para o entendimento multilateral, priorizando a negociação de instrumentos que contribuam para aumentar o comércio intrarregional, avançar na convergência regulatória e facilitar o comércio. Também é promovida a continuidade das negociações em curso e a negociação de novos acordos de alcance parcial e regional.

A resolução estabelece, ainda, uma maior utilização do acervo normativo da Associação para favorecer o comércio de bens e serviços, o comércio digital, os investimentos e a criação de cadeias regionais de valor. Além disso, promove uma participação mais ampla dos atores econômicos e um apoio prioritário às mulheres empresárias e às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

Em matéria de transformação digital, os países-membros acordaram continuar promovendo ferramentas aplicadas ao comércio regional, incluindo o comércio sem papel, certificados e meios eletrônicos, assinatura digital e aplicações baseadas em inteligência artificial. Da mesma forma, acordou-se avançar na modernização digital interna da Associação e na revisão de seu sistema de estatísticas de comércio, com o objetivo de fortalecer a disponibilidade de informações para a tomada de decisões, a identificação de oportunidades e a promoção do comércio.

As diretrizes contemplam também ações para fortalecer o Sistema de Apoio aos Países de Menor Desenvolvimento Econômico Relativo (PMDERs), promover o comércio, gerar espaços de diálogo voltados a assegurar o financiamento contínuo da Associação e aprofundar a coordenação com outros mecanismos de integração e organismos regionais e internacionais.

Apresentação do Acordo sobre Produtos Cosméticos

No âmbito da reunião, também foi realizado o ato protocolar de apresentação do Acordo de Alcance Parcial para a Eliminação de Barreiras Técnicas ao Comércio de Produtos Cosméticos, resultado de um processo de negociação desenvolvido entre dez dos treze países-membros da ALADI. O acordo representa um avanço significativo em matéria de facilitação de comércio e convergência regulatória na região, em uma indústria cujo mercado é estimado em aproximadamente 71 bilhões de dólares.

Participação dos países-membros

A Vigésima Reunião do Conselho de Ministros contou com a participação de Ministros e Plenipotenciários dos treze países-membros.

A sessão foi instalada pelo Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, na qualidade de Presidente da Décima Nona Reunião, e foi designado como Presidente da Vigésima Reunião o Ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano.

Em suas intervenções, os representantes dos países-membros destacaram o papel da ALADI como fórum de negociação ativo para impulsionar novos acordos e aproveitar o acervo normativo existente, bem como a importância da modernização digital, do apoio às MPMEs e de uma maior participação do setor privado no processo de integração.

Ao final da reunião, o Conselho de Ministros expressou seu agradecimento ao Secretário-Geral, Sergio Abreu, por sua gestão, bem como ao Governo do Uruguai pela recepção às delegações e ao Presidente do Conselho pela condução da reunião.

ALADI e ProCuba fortalecem a cooperação para promover o comércio e a integração regional

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e a Direção de Comunicação e Promoção do Comércio Exterior e do Investimento Estrangeiro de Cuba (ProCuba) assinaram um Memorando de Entendimento para fortalecer a cooperação em matéria de promoção comercial, facilitação de negócios, conexão empresarial e capacitação.

A assinatura foi realizada em 27 de agosto de 2026, na sede da ALADI, com a participação do Secretário-Geral da ALADI, Sergio Abreu, e da Representante Permanente de Cuba junto à ALADI, Embaixadora Lissette Pérez.

Um marco para fortalecer a cooperação regional

O Memorando de Entendimento estabelece um marco de cooperação entre a ALADI e a ProCuba para desenvolver ações voltadas à geração de novas oportunidades para os países membros, suas empresas e, especialmente, para as micro, pequenas e médias empresas.

Nesse sentido, a cooperação busca contribuir para que os instrumentos e acordos construídos no âmbito da ALADI sejam cada vez mais conhecidos, utilizados e aproveitados pelos operadores econômicos da região.

Entre as áreas de trabalho previstas estão a promoção comercial, a facilitação de negócios, a conexão empresarial e o desenvolvimento de atividades de capacitação e formação para a internacionalização.

Promoção comercial e conexão empresarial

A cooperação entre a ALADI e a ProCuba permitirá avançar em iniciativas como rodadas de negócios e encontros empresariais, além da identificação e divulgação de setores estratégicos e oportunidades comerciais.

Também será promovida uma maior articulação entre instituições públicas e privadas, câmaras empresariais e agências de promoção, com o objetivo de facilitar novas conexões entre os setores produtivos.

Essas ações são especialmente relevantes para as MPMEs, que podem encontrar na informação, nas ferramentas e no acompanhamento o apoio necessário para acessar novos mercados e aproveitar as oportunidades oferecidas pelos acordos comerciais.

Capacitação para a internacionalização

O Memorando também inclui um componente de capacitação. Por meio do Centro Virtual de Formação da ALADI, as duas instituições poderão coordenar atividades voltadas a funcionários públicos, empresários e MPMEs.

As atividades de formação poderão abordar temas relacionados ao acesso a mercados, à inteligência comercial, ao aproveitamento dos acordos comerciais e a outras ferramentas práticas para fortalecer a inserção internacional.

Também está prevista a possibilidade de articular capacidades e conhecimentos em áreas relacionadas à propriedade intelectual e ao comércio, além de identificar especialistas e parceiros que possam contribuir para as iniciativas de formação promovidas pela ALADI.

Intercâmbio de conhecimentos e estudos

O acordo também abre possibilidades de colaboração em estudos sobre integração regional, intercâmbio de conhecimentos e realização conjunta de conferências, oficinas e seminários.

Dessa forma, a cooperação com a ProCuba permitirá aproveitar as capacidades e experiências existentes nas duas instituições para contribuir para o desenvolvimento de uma agenda regional de formação e cooperação.

Para a ALADI, essa iniciativa faz parte de uma concepção de integração voltada não apenas à criação de instrumentos, mas também à construção de capacidades, à articulação de conhecimentos e à geração de oportunidades para os setores produtivos.

Avança o processo de adesão ao Acordo da ALADI para facilitar o comércio de produtos cosméticos

Com as adesões do Uruguai e da Argentina, já são três os países que aderiram ao Acordo para a Eliminação de Obstáculos Técnicos ao Comércio de Produtos Cosméticos, negociado por dez países membros da ALADI para harmonizar regulamentos técnicos, facilitar o comércio e fortalecer as cadeias regionais de valor.

Uruguai e Argentina impulsionam um novo avanço do Acordo

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) registrou um novo avanço no processo de adesão ao Acordo para a Eliminação de Obstáculos Técnicos ao Comércio de Produtos Cosméticos, com a assinatura do instrumento pelo Uruguai e pela Argentina.

Com as adesões do Uruguai e da Argentina, já são três os países que aderiram ao Acordo, após a adesão do Peru, dando continuidade ao processo de incorporação pelos dez países que participaram de sua negociação.

As cerimônias de assinatura foram realizadas na sede da ALADI, em Montevidéu, com a participação do Secretário-Geral da ALADI, Sergio Abreu, e de outras autoridades da Secretaria-Geral. Representando o Uruguai, assinou o instrumento a Representante Permanente do Uruguai junto à ALADI e ao Mercosul, Embaixadora Gimena Hernández. Pela Argentina, fez o mesmo o Representante Permanente da Argentina junto à ALADI e ao Mercosul, Embaixador Alan Beraud.

Um acordo para facilitar o comércio regional

O Acordo foi negociado por dez países membros da ALADI com o objetivo de harmonizar regulamentos técnicos, eliminar obstáculos desnecessários ao comércio de produtos cosméticos e criar condições que facilitem o intercâmbio entre os países da região.

Além disso, busca fortalecer as cadeias regionais de valor de uma indústria cujo mercado é estimado em aproximadamente USD 55 bilhões, promovendo uma maior integração produtiva e comercial.

Próximos passos

O processo de adesão ao Acordo continuará com a incorporação dos demais países signatários, consolidando um instrumento que contribuirá para aprofundar a integração regional por meio da facilitação do comércio e da convergência regulatória no setor de cosméticos.